Nano Banana Pro custa US$ 12 por milhão de saída — vale para quem mexe com imagem?
Gemini 3 Pro Image chega a US$ 4,40 o milhão de entrada e mira edição multimodal, mas a conta só fecha em fluxo pesado de imagem.
Você abriu o painel, viu um modelo novo da Google chamado Nano Banana Pro e foi direto olhar o preço. US$ 12 por milhão de tokens de saída. A primeira reação é comparar com o Gemini 3.5 Flash, que aparece no catálogo a US$ 9 — e com razão, é o parente próximo. Mas aqui a comparação é outra: Nano Banana Pro não é um modelo de chat. É um gerador e editor de imagem construído sobre o Gemini 3 Pro, e isso muda completamente o que esses US$ 12 significam.
O que ele faz de diferente
A ficha diz text+image → text+image. Em outras palavras: entra texto, entra imagem, saem os dois. É um modelo multimodal completo, com a camada de raciocínio do Gemini 3 Pro por baixo. A Google posiciona como evolução do Nano Banana original, com grounding em mundo real e edição mais consistente. O contexto de 131 mil tokens é generoso — dá para colar uma imagem grande de referência sem sufocar a janela.
| Campo | Valor |
|---|---|
| Identificador | google/gemini-3-pro-image |
| Criador | |
| Preço de entrada | US$ 2.00 / M tokens |
| Preço de saída | US$ 12.00 / M tokens |
| Janela de contexto | 131k |
| Modalidade | text+image->text+image |
| Leitura de cache | US$ 0.200 / M (90% de desconto) |
O detalhe que decide tudo está no preço de cache: US$ 0,20 por milhão de tokens. Quem repete o mesmo prompt com ajustes finos paga quase nada nas reentradas. Quem joga imagem única por vez, paga o preço cheio.
Quem paga caro e quem passa direto
Aqui é a parte que ninguém no release vai te contar. Pega a calculadora.
- Uma geração típica de imagem com prompt médio (uns 500 tokens de entrada, 1.000 de saída) custa em torno de US$ 0,013. Barato.
- Um fluxo de edição iterativa, com 10 rodadas de ajuste sobre a mesma imagem-base, pode passar dos US$ 0,10 — e isso usando cache.
- Um lote de 1.000 imagens geradas do zero, sem reaproveitar nada, estoura US$ 13 só de saída.
Então a conta é simples: vale para produto com fluxo contínuo de imagem, não para teste pontual. Quem precisa de uma ilustração por semana no blog, passa direto. Quem roda um SaaS de geração ou edição visual, ou um e-commerce com catálogo enorme, precisa olhar com lupa.
O tabuleiro em 27 de junho
A Google tem três modelos no topo do catálogo hoje. O Gemini 3.5 Flash, a US$ 9 por milhão de saída, é a opção barata para texto puro. O Gemini 3.1 Pro Preview, a US$ 12 também, é a referência de raciocínio. E agora o Nano Banana Pro entra a US$ 12 — mesmo preço do Pro Preview, mas com capacidade de imagem que nenhum dos outros entrega.
| Modelo | Inteligência | Saída US$/M |
|---|---|---|
| Claude Fable 5 | 62.1 | 50 |
| GLM 5.2 | 52.6 | 3.036 |
| Gemini 3.1 Pro Preview | 47.7 | 12 |
| Gemini 3.5 Flash | 46.7 | 9 |
| GPT-5.3-Codex | 45.5 | 14 |
Olhando o ranking de inteligência, o Gemini 3.1 Pro Preview marca 47,7 e o 3.5 Flash marca 46,7. O Nano Banana Pro não tem índice de IQ publicado no catálogo — e isso não é detalhe: significa que ninguém está medindo ele na mesma régua dos modelos de texto. Comparar IQ entre um modelo de imagem e um de chat é como comparar velocímetro de carro com termômetro de forno. São instrumentos diferentes.
Para geração de imagem pura, o concorrente natural é o GPT-5.3-Codex da OpenAI, a US$ 14 por milhão de saída, com IQ 45,5. Está mais caro e com índice menor no benchmark geral — mas é a referência que vale para quem está montando stack multimodal e precisa decidir entre os dois.
Quando NÃO vale
Se o seu caso é texto puro, geração de código ou agente autônomo, ignore. O Gemini 3.5 Flash faz o mesmo trabalho de linguagem por menos e com benchmark público. Se você precisa de raciocínio pesado sem imagem, o Pro Preview é a referência. E se o orçamento é o fator decisivo, o catálogo tem opções com IQ acima de 45 a US$ 1,20 por milhão de saída — MiniMax M3 e DeepSeek V4 Pro — que destroem qualquer modelo de imagem em custo por token, embora sem multimodalidade.
Nano Banana Pro só entra na conta quando imagem é parte do produto, não enfeite.
O que fazer agora
Antes de migrar qualquer fluxo, rode um piloto de 30 dias medindo três coisas: custo médio por geração efetiva (com cache ligado), taxa de rejeição (imagens que o cliente refaz) e latência. O catálogo não publica velocidade para esse modelo, então você mesmo precisa medir. Se a taxa de rejeição cair 30% em relação ao seu stack atual, a diferença de preço paga. Se não cair, fica onde está.
Use Nano Banana Pro só quando imagem é parte central do produto e o cache puder ser aproveitado — para texto puro, o Gemini 3.5 Flash continua sendo a referência barata da casa.
Perguntas frequentes
Quanto custa o Nano Banana Pro por imagem gerada?
Depende do prompt e do uso de cache. Uma geração típica com prompt médio sai por volta de US$ 0,013. Em fluxo iterativo com cache ligado, o custo por rodada cai drasticamente; sem cache, pode passar de US$ 0,10 para dez ajustes.
Nano Banana Pro é melhor que GPT-5.3-Codex para imagem?
O catálogo não publica IQ para o Nano Banana Pro, então não dá para comparar benchmark direto. O GPT-5.3-Codex custa US$ 14 por milhão de saída contra US$ 12 do Nano Banana Pro, e tem IQ 45,5 no ranking geral — mas é referência de código, não de imagem.
Vale usar Nano Banana Pro para texto puro?
Não. Para texto, o Gemini 3.5 Flash da própria Google custa US$ 9 por milhão de saída e tem benchmark público de IQ 46,7. O Nano Banana Pro só compensa quando a multimodalidade de imagem entra no fluxo.