Fugu estreia com 1 milhão de tokens e saída de US$ 30
Sakana lança dois modelos com contexto de 1 milhão de tokens, mas a vantagem de preço aparece principalmente no Fugu Max. Nenhum dos dois tem nota de inteligência, código ou uso agêntico registrada.
A Sakana colocou dois modelos com 1 milhão de tokens de contexto no OpenRouter em 11 de setembro: o Fugu Ultra v2 e o Fugu Max. A faixa de preço vai de US$ 2 a US$ 30 por milhão de tokens, mas essa manchete esconde a diferença decisiva: o valor mais baixo é de entrada no Fugu Max, enquanto o mais alto é de saída no Ultra v2.
Para quem paga a conta da API, isso muda a leitura do anúncio. O Fugu Max custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída. O Fugu Ultra v2 custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 por milhão de tokens de saída. Os preços são os listados no OpenRouter.
Dois modelos, duas contas bem diferentes
O Fugu Max é a opção de menor custo da nova família. Em uma aplicação que envia documentos extensos e produz respostas curtas, o preço de entrada pesa mais — e fica em US$ 2 por milhão de tokens. Já em fluxos que geram respostas longas, relatórios ou muitas etapas intermediárias, os US$ 6 de saída entram diretamente na fatura.
O Ultra v2 tem uma estrutura menos agressiva para produção intensiva. A entrada custa US$ 5 por milhão, e a saída chega a US$ 30 por milhão. Isso significa que o contexto de 1 milhão de tokens não deve ser confundido com uma autorização para manter o modelo gerando longas respostas sem controle de orçamento.
A diferença entre os dois também limita comparações simplistas. O Ultra v2 não é apenas uma versão mais barata ou mais cara do Max nos dados disponíveis: não há nota de inteligência, código ou uso agêntico registrada para nenhum deles. Portanto, não há base para afirmar que o Ultra v2 entrega qualidade superior, nem que o Max seja a melhor escolha técnica.
O milhão de tokens já não é exclusividade
A Sakana entra em uma disputa que já tem alternativas. O Gemini 3.8 Flash, listado no OpenRouter, também oferece contexto de 1.048.576 tokens, com preço de US$ 0,75 por milhão de entrada e US$ 3,75 por milhão de saída. Na modalidade batch, os valores caem para US$ 0,375 e US$ 1,875, respectivamente.
O GPT-5.4 tem janela de 1.050.000 tokens e custa US$ 2,50 por milhão de entrada e US$ 15 por milhão de saída. Nesse recorte, o Fugu Max não é o modelo mais barato entre as opções de contexto longo listadas: o Gemini 3.8 Flash custa menos nos dois lados. O Fugu Ultra v2, por sua vez, fica acima dos dois em saída.
A comparação com o DeepSeek V4.1 Flash também é relevante, mas envolve outra configuração de preço. O modelo tem contexto de 1.048.576 tokens, entrada de US$ 0,15 e saída de US$ 0,60 no OpenRouter. A diferença de custo é grande, embora os dados disponíveis não tragam notas de inteligência para os modelos Fugu nem permitam concluir que todos tenham desempenho equivalente.
Para quem o Fugu vale
O Fugu Max faz sentido para quem precisa consultar arquivos muito extensos, históricos longos ou bases de código sem fragmentar o contexto — desde que a qualidade seja validada no caso de uso. O preço de entrada de US$ 2 pode ser aceitável quando o ganho operacional de manter o material inteiro supera o custo de dividir, resumir ou recuperar trechos.
O Ultra v2 interessa mais a quem procura uma alternativa de contexto longo e aceita pagar mais por saída. Ele não muda a conta de quem usa prompts curtos, trabalha com contexto de poucas dezenas de milhares de tokens ou já está satisfeito com um modelo mais barato.
Também não muda nada para quem escolhe modelo com base em benchmark. O Artificial Analysis registra estreias recentes para o DeepSeek V4.1 Flash, com nota de inteligência de 39,5 e preço de US$ 0,525 por milhão, e para o Ling-3.0-flash-VL, com nota de 24,8 e preço zero. Não há entrada equivalente para Fugu nos índices fornecidos.
A decisão é sobre saída, não só janela
A novidade real é a ampliação da oferta de modelos com contexto de 1 milhão de tokens. A novidade financeira é mais estreita: o Fugu Max oferece uma alternativa paga de entrada a US$ 2, mas o Ultra v2 pode encarecer bastante aplicações que geram muito texto.
Se você usa um desses modelos em produção, faça o teste com a proporção real entre tokens enviados e tokens gerados. Para cargas de entrada pesada e resposta curta, o Max pode caber no orçamento; para saída volumosa, o teto de US$ 30 do Ultra v2 exige limites rígidos de geração e monitoramento por rota.
Escolha o Fugu Max apenas se o contexto longo reduzir sua engenharia de dados; o Ultra v2 só se justifica quando a qualidade testada compensar uma saída de US$ 30 por milhão.
Perguntas frequentes
Quanto custam o Fugu Ultra v2 e o Fugu Max?
No OpenRouter, o Fugu Ultra v2 custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 30 de saída. O Fugu Max custa US$ 2 por milhão de entrada e US$ 6 de saída.
Qual é o contexto dos modelos Fugu?
Tanto o Fugu Ultra v2 quanto o Fugu Max têm contexto de 1 milhão de tokens. Isso não informa, por si só, a qualidade das respostas nem garante que o modelo mantenha o mesmo desempenho em toda a janela.
O Fugu já tem nota de benchmark?
Não há nota de inteligência, código ou uso agêntico registrada para os dois modelos nos dados disponíveis. O Artificial Analysis tem notas para outros modelos recentes, como 39,5 para o DeepSeek V4.1 Flash, mas não para a família Fugu.