MiniMax M2.5 estreia sem benchmark público no catálogo
Modelo de produtividade e código entra a US$ 1,08 por milhão de tokens de saída, mas catálogo não publica IQ nem notas de coding ou agentic no dia do lançamento.
O lançamento que o catálogo não consegue classificar
Hoje, 12 de fevereiro de 2026, a MiniMax colocou no ar o M2.5. O release diz que é um modelo SOTA para produtividade do mundo real, treinado em ambientes digitais complexos, dando sequência à expertise de código do M2.1. Bonito no papel. Só que o catálogo não publica uma única nota para ele: nada de IQ, nada de coding, nada de agentic, nada de blended. No dia em que aparece, o M2.5 é um modelo sem classificação pública.
| Campo | Valor |
|---|---|
| Identificador | minimax/minimax-m2.5:free |
| Criador | minimax |
| Preço de entrada | US$ 0.000 / M tokens |
| Preço de saída | US$ 0.000 / M tokens |
| Janela de contexto | 205k |
| Modalidade | text->text |
O preço conta uma história — mas não a inteira
A pergunta prática de quem paga a API é outra: quanto custa e contra quem ele concorre. O M2.5 entra a US$ 0,27 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,08 por milhão de tokens de saída, com cache a US$ 0,027. Contexto de 204.800 tokens, modalidade texto→texto. Nada mal no papel.
O problema é o que está em volta. Olhando para o topo do catálogo hoje, o cenário é este:
| Modelo | Inteligência | Saída US$/M |
|---|---|---|
| MiMo-V2-Flash | 34.0 | 0.3 |
| o3 | 31.1 | 8 |
| Claude Haiku 4.5 | 29.9 | 5 |
| gpt-oss-120b | 24.1 | 0.17 |
| Qwen3 Coder Next | 21.3 | 0.8 |
O M2.5 a US$ 1,08 de saída custa mais que o Xiaomi MiMo-V2-Flash (US$ 0,30), mais que o gpt-oss-120b (US$ 0,17) e mais que o Qwen3 Coder Next (US$ 0,80). É mais barato que o Claude Haiku 4.5 (US$ 5) e que o o3 da OpenAI (US$ 8). Está no meio do pelotão — não é barganha, não é premium. É um preço que só se justifica se o modelo entregar algo que os vizinhos não entregam.
O problema de não ter nota
O release fala em "SOTA" e em "real-world productivity". Mas SOTA em quê? O catálogo não diz. Sem IQ, sem nota de coding, sem agentic, não dá para comparar com o MiMo-V2-Flash (IQ 34) nem com o o3 (IQ 31) em nenhum eixo mensurado. Você está comprando um modelo cujo desempenho relativo é, por enquanto, uma promessa do fabricante.
Isso não é necessariamente ruim. Modelos novos entram sem benchmark publicado com frequência — às vezes o criador ainda não submeteu, às vezes o catálogo ainda não processou. Mas no dia do lançamento, é assim: você não tem como saber se o M2.5 ganha ou perde do Haiku 4.5 em código, ou se o agentic dele chega perto do o3. Se a sua decisão de compra depende de número, hoje não tem número.
Para quem vale considerar
Se você já roda workloads com a linha M2 da MiniMax e o M2.1 atendeu, o M2.5 é a evolução natural — mesma casa, suposto ganho em código, preço de entrada razoável. Para equipes que querem diversificar fornecedor sem cair no piso do mercado (gpt-oss-120b a US$ 0,17 de saída) nem no teto (o3 a US$ 8), o M2.5 ocupa um slot intermediário que pode fazer sentido em produção — desde que você valide antes.
Para quem não muda nada
Se você precisa de uma referência numérica para aprovar o modelo — seja para um RFP, seja para comparar com o que já roda —, o M2.5 hoje não entrega isso. Quem está satisfeito com Claude Haiku 4.5 ou com Qwen3 Coder Next tem motivos para esperar o catálogo publicar as notas antes de migrar qualquer workload. E se a sua prioridade é preço por token, o gpt-oss-120b continua sendo o chão da categoria.
O que fazer com isso
No dia do lançamento, trate o M2.5 como um experimento pago, não como uma migração. Rode um benchmark interno seu — o mesmo que você usa para comparar modelos — em um conjunto de tarefas que representem a sua carga real. Só então decida se os US$ 1,08 por milhão de saída valem o resultado. O catálogo vai, em algum momento, publicar as notas. Até lá, é você contra o release.
Rode seu próprio benchmark antes de migrar qualquer workload para o M2.5 — no dia do lançamento, o catálogo não entrega nota nenhuma para você comparar.
Perguntas frequentes
O MiniMax M2.5 tem benchmark público?
Não. No catálogo, IQ, coding, agentic e blended estão sem valor publicado. Você não consegue comparar o M2.5 com o MiMo-V2-Flash ou com o o3 em nenhum eixo mensurado até que essas notas apareçam.
Quanto custa o MiniMax M2.5 na API?
US$ 0,27 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,08 por milhão de tokens de saída, com cache a US$ 0,027. É um preço intermediário: mais caro que gpt-oss-120b e Xiaomi MiMo-V2-Flash, mais barato que Claude Haiku 4.5 e o3.
Para que tipo de tarefa o M2.5 foi projetado?
O release descreve como modelo para produtividade em ambientes digitais complexos, dando sequência à capacidade de código do M2.1. Não há detalhe técnico sobre arquitetura, número de parâmetros ou modalidade além de texto→texto.