FalaVIP IA quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Análise

MiniMax M2.5 estreia sem benchmark público no catálogo

Modelo de produtividade e código entra a US$ 1,08 por milhão de tokens de saída, mas catálogo não publica IQ nem notas de coding ou agentic no dia do lançamento.

Redação FalaVIP IA 3 min de leitura
US$ 0,27por milhão de tokens de entrada
US$ 1,08por milhão de tokens de saída
204.800tokens de contexto

O lançamento que o catálogo não consegue classificar

Hoje, 12 de fevereiro de 2026, a MiniMax colocou no ar o M2.5. O release diz que é um modelo SOTA para produtividade do mundo real, treinado em ambientes digitais complexos, dando sequência à expertise de código do M2.1. Bonito no papel. Só que o catálogo não publica uma única nota para ele: nada de IQ, nada de coding, nada de agentic, nada de blended. No dia em que aparece, o M2.5 é um modelo sem classificação pública.

Ficha técnica — MiniMax M2.5 (free)
CampoValor
Identificadorminimax/minimax-m2.5:free
Criadorminimax
Preço de entradaUS$ 0.000 / M tokens
Preço de saídaUS$ 0.000 / M tokens
Janela de contexto205k
Modalidadetext->text

O preço conta uma história — mas não a inteira

A pergunta prática de quem paga a API é outra: quanto custa e contra quem ele concorre. O M2.5 entra a US$ 0,27 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,08 por milhão de tokens de saída, com cache a US$ 0,027. Contexto de 204.800 tokens, modalidade texto→texto. Nada mal no papel.

O problema é o que está em volta. Olhando para o topo do catálogo hoje, o cenário é este:

O topo do mercado nesta data
ModeloInteligênciaSaída US$/M
MiMo-V2-Flash34.00.3
o331.18
Claude Haiku 4.529.95
gpt-oss-120b24.10.17
Qwen3 Coder Next21.30.8
Entre os 334 modelos disponíveis no catálogo nesta data.

O M2.5 a US$ 1,08 de saída custa mais que o Xiaomi MiMo-V2-Flash (US$ 0,30), mais que o gpt-oss-120b (US$ 0,17) e mais que o Qwen3 Coder Next (US$ 0,80). É mais barato que o Claude Haiku 4.5 (US$ 5) e que o o3 da OpenAI (US$ 8). Está no meio do pelotão — não é barganha, não é premium. É um preço que só se justifica se o modelo entregar algo que os vizinhos não entregam.

O problema de não ter nota

O release fala em "SOTA" e em "real-world productivity". Mas SOTA em quê? O catálogo não diz. Sem IQ, sem nota de coding, sem agentic, não dá para comparar com o MiMo-V2-Flash (IQ 34) nem com o o3 (IQ 31) em nenhum eixo mensurado. Você está comprando um modelo cujo desempenho relativo é, por enquanto, uma promessa do fabricante.

Isso não é necessariamente ruim. Modelos novos entram sem benchmark publicado com frequência — às vezes o criador ainda não submeteu, às vezes o catálogo ainda não processou. Mas no dia do lançamento, é assim: você não tem como saber se o M2.5 ganha ou perde do Haiku 4.5 em código, ou se o agentic dele chega perto do o3. Se a sua decisão de compra depende de número, hoje não tem número.

Para quem vale considerar

Se você já roda workloads com a linha M2 da MiniMax e o M2.1 atendeu, o M2.5 é a evolução natural — mesma casa, suposto ganho em código, preço de entrada razoável. Para equipes que querem diversificar fornecedor sem cair no piso do mercado (gpt-oss-120b a US$ 0,17 de saída) nem no teto (o3 a US$ 8), o M2.5 ocupa um slot intermediário que pode fazer sentido em produção — desde que você valide antes.

Para quem não muda nada

Se você precisa de uma referência numérica para aprovar o modelo — seja para um RFP, seja para comparar com o que já roda —, o M2.5 hoje não entrega isso. Quem está satisfeito com Claude Haiku 4.5 ou com Qwen3 Coder Next tem motivos para esperar o catálogo publicar as notas antes de migrar qualquer workload. E se a sua prioridade é preço por token, o gpt-oss-120b continua sendo o chão da categoria.

O que fazer com isso

No dia do lançamento, trate o M2.5 como um experimento pago, não como uma migração. Rode um benchmark interno seu — o mesmo que você usa para comparar modelos — em um conjunto de tarefas que representem a sua carga real. Só então decida se os US$ 1,08 por milhão de saída valem o resultado. O catálogo vai, em algum momento, publicar as notas. Até lá, é você contra o release.

Em uma frase

Rode seu próprio benchmark antes de migrar qualquer workload para o M2.5 — no dia do lançamento, o catálogo não entrega nota nenhuma para você comparar.

Perguntas frequentes

O MiniMax M2.5 tem benchmark público?

Não. No catálogo, IQ, coding, agentic e blended estão sem valor publicado. Você não consegue comparar o M2.5 com o MiMo-V2-Flash ou com o o3 em nenhum eixo mensurado até que essas notas apareçam.

Quanto custa o MiniMax M2.5 na API?

US$ 0,27 por milhão de tokens de entrada e US$ 1,08 por milhão de tokens de saída, com cache a US$ 0,027. É um preço intermediário: mais caro que gpt-oss-120b e Xiaomi MiMo-V2-Flash, mais barato que Claude Haiku 4.5 e o3.

Para que tipo de tarefa o M2.5 foi projetado?

O release descreve como modelo para produtividade em ambientes digitais complexos, dando sequência à capacidade de código do M2.1. Não há detalhe técnico sobre arquitetura, número de parâmetros ou modalidade além de texto→texto.

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