Sonnet 4.6 lidera em IQ, mas cobra 6,4× mais caro que Qwen 3.5
Lançados com 48 horas de diferença, os dois modelos disputam o topo de um catálogo de 338 com propostas opostas: fechado nos EUA a US$ 15 por milhão de tokens de saída, ou pesos abertos na China a US$ 2,34.
Em 48 horas, dois modelos pousaram no topo de um catálogo com 338 modelos ativos. A história que eles contam não é de disputa — é de assimetria. Claude Sonnet 4.6 chegou em 17 de fevereiro; Qwen3.5 397B A17B, em 16. Um cobra US$ 15 por milhão de tokens de saída; o outro, US$ 2,34. A diferença de IQ entre eles é de 2,4%. Em todo o resto — velocidade, pesos abertos, país de origem — a equação também não joga a favor do mais caro. Você não está escolhendo "o melhor modelo": está escolhendo entre pagar caro pelo topo absoluto ou economizar em quase tudo por uma margem de IQ quase invisível.
Inteligência: 2,4% não paga a conta
O índice da Artificial Analysis coloca o Sonnet 4.6 em 35,1 — o melhor do catálogo de hoje. O Qwen3.5 aparece logo atrás, com 34,3. Em números relativos, são 2,4%. Em números práticos, é menos do que a margem de erro de qualquer benchmark que você rodou por conta própria. Em um agente que dispara mil chamadas, essa diferença some no ruído estatístico. Em uma única pergunta que exige raciocínio profundo no limite, ela aparece — e é por isso que o Sonnet custa o que custa.
Preço: 6,4× é a conversa real
O Sonnet cobra US$ 15 por milhão de tokens gerados; o Qwen, US$ 2,34. Por token de saída, o Sonnet custa 6,4 vezes mais. No input, a disparidade é ainda maior: US$ 3 contra US$ 0,39 por milhão, quase 7,7 vezes. No preço blended — entrada e saída somados pelo uso típico — o Sonnet fica em US$ 6 e o Qwen em US$ 1,35, uma diferença de 4,4 vezes. Em um projeto que cospe 100 milhões de tokens de saída por mês, a conta do Sonnet é US$ 1.500; a do Qwen, US$ 234. Em um ano, são mais de US$ 15 mil de diferença sem ganho de qualidade perceptível.
Velocidade, contexto e o resto do pacote
A velocidade medida também não favorece o modelo mais caro. O Qwen roda a 87,9 tokens por segundo, contra 41,4 do Sonnet. Em aplicações interativas, é a diferença entre o usuário esperar ou não. E o Qwen é um modelo de raciocínio — opera com cadeia de pensamento explícita — enquanto o Sonnet, nesta versão, não é. Em benchmarks voltados a uso real, o Qwen pontua 48,2 em coding e 19,8 em agentic; o Sonnet não tem essas notas divulgadas pelo catálogo.
A grande vantagem técnica do Sonnet é a janela de contexto: 1 milhão de tokens, contra 262 mil do Qwen. Quem precisa enfiar um repositório inteiro ou um codebase gigante num único prompt só consegue com o modelo da Anthropic. Em modalidades de entrada, o Sonnet aceita texto, imagem e arquivo; o Qwen também aceita vídeo — capacidade rara no catálogo de hoje.
| Critério | Claude Sonnet 4.6 | Qwen3.5 397B A17B |
|---|---|---|
| Índice de inteligência | 35.1 | 34.3 |
| Entrada US$/M | 3 | 0.55 |
| Saída US$/M | 15 | 3.5 |
| Contexto | 1M | 262k |
| Pesos abertos | não | sim |
| Velocidade (tok/s) | 41 | 88 |
| Índice de código | — | 48.2 |
| Índice agêntico | — | 19.8 |
Onde cada um ganha
Sonnet 4.6 ganha quando a tarefa exige o melhor raciocínio absoluto, contexto acima de 256 mil tokens, ou a confiabilidade percebida de um modelo fechado de laboratório americano. Código de missão crítica, análise jurídica, agente com janela longa.
Qwen3.5 397B A17B ganha quando o que escala é volume: geração em massa, classificação, agentes que disparam milhares de chamadas, qualquer workload onde o custo marginal decide. E vence de novo se você precisa de pesos abertos para rodar local, fazer fine-tuning, ou simplesmente não quer ficar preso a um fornecedor. O fato de vir da China com pesos abertos também importa para times que precisam de soberania de dados ou querem inspecionar o que está rodando.
| Modelo | Inteligência | Saída US$/M |
|---|---|---|
| Claude Sonnet 4.6 | 35.1 | 15 |
| Qwen3.5 397B A17B | 34.3 | 3.5 |
| MiMo-V2-Flash | 34.0 | 0.3 |
| o3 | 31.1 | 8 |
| Claude Haiku 4.5 | 29.9 | 5 |
O que você faz amanhã de manhã
Se a sua fatura da API passou de quatro dígitos no mês passado, abra o dashboard e separe os prompts em dois baldes: os que precisam de mais de 256 mil tokens de contexto (Sonnet) e os que não precisam (Qwen). A maioria esmagadora cai no segundo balde. Migrar esse volume para o Qwen reduz a conta entre 60% e 80% sem mudança perceptível na qualidade. O Sonnet vira exceção, não padrão.
Mova o volume padrão para o Qwen 3.5 397B e reserve o Sonnet 4.6 para prompts que realmente precisam de mais de 256 mil tokens de contexto ou da última gota de IQ do mercado.
Perguntas frequentes
Qual a diferença de preço entre Claude Sonnet 4.6 e Qwen 3.5 397B?
O Sonnet 4.6 cobra US$ 15 por milhão de tokens de saída, contra US$ 2,34 do Qwen 3.5 397B — uma diferença de 6,4 vezes. No input, a distância é ainda maior: US$ 3 contra US$ 0,39 por milhão. No preço blended, que mistura entrada e saída pelo uso típico, o Sonnet sai por US$ 6 e o Qwen por US$ 1,35.
O Qwen 3.5 397B tem pesos abertos?
Sim. O Qwen 3.5 397B A17B é distribuído com pesos abertos sob a licença da Qwen, com 397 bilhões de parâmetros totais e 17 bilhões ativos por inferência. O Claude Sonnet 4.6 é modelo fechado, acessível apenas via API da Anthropic.
Quando vale a pena usar Claude Sonnet 4.6 em vez do Qwen 3.5?
Quando o prompt exige mais de 256 mil tokens de contexto (o Sonnet aceita 1 milhão), quando a tarefa é de missão crítica e precisa da melhor nota de IQ do catálogo, ou quando a política da empresa exige fornecedor americano de modelo fechado. Para todo o resto, o Qwen 3.5 entrega resultado próximo a uma fração do custo.