Claude Sonnet 5.5 chega a IQ 56, mas custa US$ 10 na saída
O novo modelo da Anthropic oferece contexto de 1 milhão de tokens e processamento em lote pela metade do preço. A tensão está no número de US$ 4: ele aparece no índice de benchmark, não como tarifa única da API.
Se você usa o Claude Sonnet 5.5 em produção, a cifra mais importante não é US$ 4. No OpenRouter, o modelo custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Os US$ 4 aparecem no Artificial Analysis como preço associado às variantes avaliadas no benchmark. A diferença muda a conta de quem escolhe o modelo pela fatura, não pelo ranking.
Lançado em 28 de setembro, o Sonnet 5.5 chega com janela de contexto de 1 milhão de tokens. A Anthropic também oferece uma versão batch, voltada a cargas que não precisam de resposta imediata, por US$ 1 por milhão de tokens de entrada e US$ 5 por milhão de tokens de saída no OpenRouter. É metade do preço da versão convencional.
O que mudou na prática
O novo Sonnet passa a ocupar uma faixa alta dentro do catálogo da Anthropic. Ele combina contexto longo com raciocínio adaptativo, permitindo diferentes níveis de esforço nas configurações avaliadas pelo Artificial Analysis.
No índice, a configuração Max Effort atingiu IQ 56. As demais estreias do modelo ficaram em IQ 51,9 no Xhigh Effort, 46,7 no High Effort, 40,7 no Medium Effort e 35,8 no Low Effort. Todas foram listadas a US$ 4 por milhão de tokens no Artificial Analysis.
Isso não significa que cada chamada na API custe US$ 4 por milhão. O OpenRouter lista tarifas separadas para entrada e saída. Para uma aplicação que gera muito texto, a saída de US$ 10 é o número que deve entrar na projeção mensal.
O Sonnet não lidera sozinho
O IQ 56 coloca o Sonnet 5.5 Max Effort entre os melhores resultados registrados pelo Artificial Analysis. Mas o topo do índice ainda inclui o Claude Opus 5.5 Max Effort, com IQ 57,6 e preço de US$ 8 por milhão de tokens, além do Opus 5.5 Xhigh Effort, com IQ 56 e o mesmo preço.
A comparação favorece o Sonnet quando o objetivo é aproximar o resultado do Opus pagando menos. No ranking de custo-benefício do Artificial Analysis, o Sonnet 5.5 aparece com IQ 51,9 no Xhigh Effort e IQ 56 no Max Effort, ambos a US$ 4 no índice. O Opus 5.5 continua mais caro, com US$ 8 nas configurações destacadas.
Mas benchmark não substitui uma estimativa de consumo. O preço do índice e a tarifa efetiva do provedor não estão expressos da mesma forma. Antes de trocar o modelo padrão, você precisa separar tokens de entrada, tokens de saída e o tipo de processamento usado.
Quando o batch faz diferença
A versão batch do Sonnet 5.5 mantém a janela de contexto de 1 milhão de tokens, mas reduz a tarifa para US$ 1 na entrada e US$ 5 na saída. Para classificação de documentos, geração de relatórios, avaliação de respostas e outras tarefas sem urgência, essa modalidade pode reduzir o custo direto pela metade.
Ela não muda o preço de uma aplicação interativa que precisa responder imediatamente. Nesse caso, o endpoint convencional continua custando US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída.
O contexto longo também não transforma cada requisição em uma requisição barata. Enviar documentos extensos aumenta o volume de tokens de entrada; pedir respostas longas aumenta a parcela mais cara da tarifa, a saída. A janela de 1 milhão define o limite de conteúdo que pode caber na chamada, não um pacote mensal incluído.
Para quem vale e para quem não muda nada
O Sonnet 5.5 vale para quem precisa analisar grandes volumes de contexto, manter instruções extensas na mesma chamada ou testar um modelo de raciocínio avançado sem ir direto ao preço do Opus. O batch é especialmente relevante para pipelines assíncronos, nos quais a economia pesa mais do que a latência.
Para uma aplicação com respostas curtas e pouco contexto, a janela de 1 milhão não traz vantagem automática. Se o gargalo é custo por saída, trocar para o Sonnet 5.5 convencional pode elevar a fatura mesmo que o benchmark pareça atraente. E, para quem já usa o Claude Opus 5.5 e precisa do maior resultado medido, o novo Sonnet não elimina a opção mais cara: o Opus ainda chega a IQ 57,6.
A decisão prática é separar desempenho de preço antes do rollout: use o IQ para comparar configurações, mas faça a previsão com as tarifas de entrada e saída do OpenRouter. Se a tarefa tolera espera, o batch é a primeira alternativa a testar.
O Claude Sonnet 5.5 é uma opção forte para contexto longo e raciocínio, mas a economia real só aparece no batch: na API convencional, a saída custa US$ 10 por milhão de tokens.
Perguntas frequentes
Quanto custa o Claude Sonnet 5.5 na API?
No OpenRouter, a versão convencional custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. A versão batch custa US$ 1 na entrada e US$ 5 na saída.
O Claude Sonnet 5.5 tem IQ 56?
Sim, na configuração Adaptive Reasoning, Max Effort, segundo o Artificial Analysis. O índice também registra IQ 51,9 no Xhigh Effort, 46,7 no High Effort, 40,7 no Medium Effort e 35,8 no Low Effort.
O Claude Sonnet 5.5 tem contexto de 1 milhão de tokens?
Sim. A versão convencional e a versão batch listadas no OpenRouter têm janela de contexto de 1 milhão de tokens.