Qwen 3.5 397B custa 53% menos na saída e bate Haiku 4.5 no IQ
Modelo chinês de pesos abertos também vence em coding e agentic; cache de prompt ainda segura o Haiku em workloads repetitivos
O Claude Haiku 4.5 chegou em outubro de 2025 como o "rápido e barato" da Anthropic — equiparando-se ao Sonnet 4 em performance por uma fração do preço, segundo a descrição oficial. Quatro meses depois, um modelo chinês de pesos abertos apareceu cobrando menos e marcando índice de inteligência mais alto no benchmark da Artificial Analysis. O Qwen3.5 397B A17B não disputa o Haiku ponto a ponto: ganha em IQ, ganha em coding, ganha em preço blended. O resto da conversa é onde o Haiku ainda segura alguma coisa — e em qual cenário cada um leva.
O placar em três linhas
O índice de inteligência da Artificial Analysis atribui 34,262 ao Qwen3.5 397B A17B e 29,892 ao Claude Haiku 4.5 — diferença de 4,4 pontos numa escala onde essa magnitude costuma separar famílias de modelo. Em coding, 48,212 contra 43,892. Em agentic, 19,845 contra 16,472. Três categorias, três vitórias do lado chinês, em um modelo lançado em 16 de fevereiro de 2026, com 397 bilhões de parâmetros totais e 17 bilhões ativos por inferência (arquitetura MoE híbrida com atenção linear).
E tudo isso com peso aberto: o catálogo lista o Qwen como open weights, o que viabiliza self-host, fine-tune e auditoria independente. O Haiku 4.5 é fechado, vive atrás da API da Anthropic, e não há número publicado de parâmetros. Para empresas que precisam rodar o modelo dentro do próprio data center por motivo de compliance ou custo de egress, essa diferença é binária — não é nuance.
Se você olhar o topo do catálogo hoje, o Qwen3.5 397B A17B aparece em quarto lugar no índice de inteligência, atrás de Gemini 3.1 Pro Preview, GPT-5.3-Codex e Claude Sonnet 4.6. O Haiku 4.5 está fora dos cinco primeiros. Em outras palavras, o Qwen já não disputa só com o Haiku — disputa com a faixa intermediária da Anthropic inteira.
Preço: o Haiku cobra mais por menos
Saída por milhão de tokens: Qwen US$ 2,34, Haiku US$ 5. Entrada: Qwen US$ 0,39, Haiku US$ 1. Em uma carga típica (mistura 60/40 entre entrada e saída), o blended fica em US$ 1,35 para o Qwen e US$ 2,00 para o Haiku — para cada dólar no Haiku, o Qwen entrega o mesmo trabalho por cerca de 67 centavos. Em volume mensal, isso é a diferença entre uma fatura que cabe em P&D e uma que pede reunião com o CFO.
Há um detalhe que o release do Haiku faz questão de colocar de lado: ele oferece cache de prompt por US$ 0,10 por milhão de tokens. Em workloads que repetem o mesmo system prompt dezenas de milhares de vezes por dia, isso derruba o custo efetivo de forma agressiva. O catálogo não publicou cache para o Qwen3.5 397B A17B, então quem depende de cache de prompt continua sem equivalente aberto.
| Critério | Qwen3.5 397B A17B | Claude Haiku 4.5 |
|---|---|---|
| Índice de inteligência | 34.3 | 29.9 |
| Entrada US$/M | 0.55 | 1 |
| Saída US$/M | 3.5 | 5 |
| Contexto | 262k | 200k |
| Pesos abertos | sim | não |
| Velocidade (tok/s) | 88 | 90 |
| Índice de código | 48.2 | 43.9 |
| Índice agêntico | 19.8 | 16.5 |
Onde o Haiku ainda segura
Três pontos em que o modelo da Anthropic não perdeu:
- Cache de prompt. US$ 0,10 por milhão no hit de cache não tem substituto publicado do lado chinês.
- Velocidade. O Haiku marca 90,21 tokens por segundo no benchmark; o Qwen, 87,91. Diferença pequena, mas existe.
- Ecossistema Anthropic. Se sua stack fala SDK da Anthropic, key da Anthropic e compliance US/EU, migrar para Qwen custa dias de engenharia mesmo com APIs compatíveis.
E há uma inversão de modalidade que importa: o Qwen aceita texto, imagem e vídeo como entrada. O Haiku aceita texto, imagem e arquivo. Para times que jogam vídeo curto em pipeline, o Qwen abre uma porta que o Haiku não abre.
| Modelo | Inteligência | Saída US$/M |
|---|---|---|
| Gemini 3.1 Pro Preview | 47.7 | 12 |
| GPT-5.3-Codex | 45.5 | 14 |
| Claude Sonnet 4.6 | 35.1 | 15 |
| Qwen3.5 397B A17B | 34.3 | 3.5 |
| MiMo-V2-Flash | 34.0 | 0.3 |
Quem escolhe o quê
Vá de Qwen3.5 397B A17B se: você roda multimodal com vídeo, quer pesos abertos para self-host ou fine-tune, paga API com planilha mensal e o blended importa mais que o cache, ou precisa de mandarim com folga. É o caso de times de vídeo curto, equipes que vão treinar em cima, e qualquer um olhando a fatura.
Fique no Claude Haiku 4.5 se: você repete o mesmo system prompt dezenas de milhares de vezes por dia e o cache de US$ 0,10/M muda a conta, depende de SLA/conformidade americana, ou já está travado no SDK da Anthropic. Para workloads puros de texto+arquivo sem vídeo, sem cache, sem open weights, o Haiku perdeu o argumento de preço.
Se o seu gargalo é custo em multimodal com vídeo ou self-host, vá de Qwen 3.5 397B A17B; se você repete o mesmo system prompt em escala e depende do SDK da Anthropic, o Haiku 4.5 ainda compensa o preço.
Perguntas frequentes
Qwen 3.5 397B é mais barato que Claude Haiku 4.5?
Sim. Saída custa US$ 2,34 por milhão contra US$ 5 do Haiku, entrada US$ 0,39 contra US$ 1, e o blended típico fica em US$ 1,35 contra US$ 2. Em cargas reais, o Qwen custa cerca de um terço a menos na média.
Qual a diferença de inteligência entre Qwen 3.5 397B e Claude Haiku 4.5?
No índice da Artificial Analysis, o Qwen marca 34,262 e o Haiku 29,892 — diferença de 4,4 pontos. Em coding, 48,212 contra 43,892, e em agentic, 19,845 contra 16,472. O Qwen lidera nas três categorias medidas.
Claude Haiku 4.5 ainda vale a pena em 2026?
Vale em três cenários: quando o cache de prompt de US$ 0,10 por milhão muda a conta, quando a stack já roda no SDK da Anthropic, e quando compliance US/EU pesa mais que preço. Fora desses casos, o Qwen 3.5 397B entrega mais por menos.